CRONISTAS: "Uma vez por mês"

Por Nuno Mata, em 10 de dezembro de 2011

 

 

Podia pura e simplesmente pirar-me e não dar cavaco a ninguém, como parece que é moda, mas os 3 ou 4 leitores que me apreciam (e, como diria o outro, eu sei quem são mas não digo...) merecem algumas pal...avras finais. E o meu amigo Leal também!!

Uns, desconfiados que iria entrar num prolongado e provavelmente definitivo silêncio ao que às coisas de Coja diz respeito, tentaram a dissuasão que, em abono da verdade, não resulta pois que a decisão está mais do que tomada. Bem poderíamos estar aqui a debater argumentos para que não me quedasse calado, mas temo que iríamos parar no "bla bla bla, whiskas saquetas, bla bla bla..." e não estou para aí virado.

Acontece que me fartei de estar farto. Isto de andar a pregar no deserto e de tentar fazer coisas que ninguém percebe cansa, desgasta e eu agora apetece-me ir a Coja, beber o meu café, dar duas de paleio sobre banalidades e quem lá vive que se mexa, que se empolgue, que se dedique, que escreva, que fale, que discuta!

Claro está que ao longo dos tempos, o engravatado parolo tem-se safado, de mão dada com o esperto lavadinho e, por isso mesmo, pouco ou nada se tem conseguido de VERDADEIRAMENTE notável... porque os que são notáveis são postos a andar e os que não o são, são os que mandam os bitaites e que se assumem como caciquezitos de trazer por casa. Ora, parvos por parvos, prefiro o Chaves que pelo menos esse tem piada e faz-me rir. Ou então a Cátia que é burra e não o esconde...

A Coja da trempe, dos verdadeiramente cultos, das grandes figuras intervenientes, dos que se mexiam em prol de coisas melhores e novas desapareceu! E ninguém se incomoda com isso!! Muito menos eu que nem cá estou e sou (felizmente) detestado pela (pseudo) elite...

Foi um gosto andar por aqui estes anos. Acreditem que sim! Agora vou-me dedicar à condição de espectador. E palpita-me que este grande navio chamado Coja, impossível de ir ao fundo, vai bater contra o iceberg mais dia, menos dia! Ora, se estão todos a borrifar-se para isso, porque carga de água me havia eu de incomodar?????

O AUTOR

NUNO MATA

Nascido em Sintra (1970), mas cojense! Professor de Geografia.

Publica mensalmente esta crónica intitulada «Uma Vez por mês», e com ela, o já famoso cartoon «O Banquinho da Praça», a partir da página de entrada do nosso site.