Livros e Autores da região

Abel Pereira do Vale

Natural de Tondela, onde nasceu a 2 de Abril de 1837. Cursou em Coimbra e foi juiz da Comarca de Arganil entre 1885 e 1888. Para além do desempenho da sua profissão, distinguiu-se como autor de diversos tratados jurídicos, destacando-se os "Comentários ao Código Penal". Faleceu em Coja a 1 de Agosto de 1926, onde se encontra sepultado.

António Dinis

Sacerdote e licenciado em História, é natural de Espariz. É sacerdote em Coja e localidades próximas e foi docente na EB 23 de Coja e na Escola Secundária de Oliveira do Hospital. É autor de monografias acerca de Coja, importantes para o conhecimento da História desta vila e freguesia.

António Nogueira Gonçalves

Apesar de nascido na Sargaçosa, este académico (já falecido) deve ter destaque nos autores cojenses, já que a sua obra Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Coimbra, é um marco nas fontes histórico-artísticas desta vila e sua freguesia, constituindo um precioso auxiliar e guia para todos os que se dediquem à História da Princesa do Alva

António Tavares de Carvalho

Nasceu em Côja — Arganil a 30 de Junho de 1934. Faleceu em 15 de Outubro de 2003. Foi para Lisboa aos 14 anos, onde iniciou a sua actividade como empregado do comércio, profissão que exerceu alguns anos. Durante muito tempo acumulou a sua actividade profissional com a de figurante no Teatro de S. Carlos e frequentou os bastidores de alguns teatros do Parque Mayer, onde ganhou o gosto por esta arte. Fez o liceu já como adulto e durante cerca de dois anos estagiou numa Agência Internacional de Investigação Comercial, tendo sido convidado a ingressar na Banca, onde durante muitos anos exerceu as funções de Chefe de Secção e procurador e na qual se veio a reformar. Começou a colaborar no Centro Comunitário de Carcavelos, onde teve oportunidade de satisfazer uma das suas grandes paixões: o teatro. "Descalço Sobre a Geada" foi escrito como um grito de revolta contra todos aqueles que não respeitam minimamente os consagrados direitos das crianças; revolta contra a passividade e indiferença de Instituições Públicas e Privadas perante tão graves barbaridades. Não é mais do que um grito de revolta contra todos quantos contribuem desumanamente para a destruição dos homens e mulheres de amanhã. Entre outras coisas, escreveu algumas pequenas peças de teatro que também interpretou. "Descalço sobre a Geada", constitui a sua única obra na área da prosa-conto.

Monsenhor Nunes Pereira

Nasceu em Mata (Fajão), exercendo o seu sacerdócio em Montemor-O-Velho, Coja e Coimbra. Para além do seu trabalho na pintura, desenho, escultura e talha, as suas monografias de Coja e região são documentos importantes, continuando a destacar-se a sua obra de 1939, «Coja, Princesa do Alva».

Carlos Alberto Lopes Lourenço

Natural de Lisboa. Tem as suas raízes em Vale do Torno, freguesia de Pomares e foi dirigente da Federação Portuguesa de Campismo e Caravanismo. Escreveu «Parque de Campismo de Coja: Memórias e Fragmentos da sua História de 25 anos (1978-2003)». Tem prefácio de Justino Valente. O livro retrata com fidelidade a evolução do Parque de Campismo de Coja, com textos elucidativos e muitas fotografias

Fábio Rodrigues

Este jovem escritor nasceu a 21 de Fevereiro de 1984 e dedica-se à poesia, escrevendo em co-autoria o livro Transcendências, editado pela Câmara Municipal de Arganil.

Fernando Manuel Carvalho Castanheira

Fonseca e Sousa é o pseudónimo literário de Fernando Manuel Carvalho Castanheira, cojense radicado há mais de 20 anos em Beja. Licenciado em Direito Fernando Castanheira, utiliza na sua actividade de cronista e de escritor, o pseudónimo Fonseca e Sousa. Segundo o autor, a razão «prende-se com o facto de desde muito novo ter conhecido as obras dos escritores de oitocentos, tendo lido quase todos os autores portugueses dessa época (...) Nessa altura, comecei a verificar que alguns escritores do século XIX utilizavam pseudónimos(...) Por outro lado eu na minha juventude tinha e ainda tenho um certo orgulho num meu antepassado que era meu bisavô e que eu não cheguei a conhecer. Ele era uma pessoa ligada às letras e chamava-se António da Fonseca e Sousa. Daí que eu tenha começado a assinar os meus escritos...». «Coja - Memórias da nossa gente» de Fonseca e Sousa, com ilústrações de Nuno Mata. Em Setembro de 2000 publicou «Coja - Memórias da nossa gente». Trata-se de um livro de crónicas e contos. Com prefácio do Dr Fernando Vale, o livro reúne memórias acerca das pessoas de Coja. Outras obras «Tem Avondo» - Trata-se de um romance de ficção que tem a ver com o povo do Alentejo, com que o autor se identifica, pretendendo «dar voz àqueles que habitualmente a não têm, as pessoas, o povo humilde que não tem a possibilidade nem os instrumentos que lhe permitam fazer ouvir a sua voz»

Fernando Madaíl

O livro do jornalista do Diário de Notícias (Fernando Valle: um Aristocratada Esquerda), mais do que uma biografia, é um fresco da oposição e da vida cultural e política de Coimbra e das Beiras nos últimos 80 anos. Um fresco contextualizado com os acontecimentos da época a nível nacional e internacional. O livro teve um parto doloroso de quatro anos, quando estava prevista a sua publicação, como acto comemorativo dos 100 anos do biografado. Fernando Valle é uma referência ética para todo o País, fundador do PS, que nunca aceitou cargos de relevância, a não ser o de Governador Civil de Coimbra, médico João Semana, como já fora o seu pai, e, neste momento, o maçon vivo mais antigo do Mundo (foi iniciado, no Rito Francês, no princípio da década de 20, já no declínio da República, mas antes das perseguições à Maçonaria). Com Emídio Guerreiro, um ano mais velho que Fernando Valle, também ele maçon, tem o Grande Colar da Maçonaria que lhe foi entregue, em 2003, pelo seu grande amigo e actual Grão-Mestre do GOL (Grande Oriente Lusitano), António Arnaut. Esta obra, cujo prefácio é da autoria de Mário Soares, é fundamental para a compreensão da oposição não comunista em Portugal. O rigor de Fernando Madaíl, aliado a uma escrita viva e ritmada, leva-nos a uma viagem à história portuguesa do século XX, com episódios e situações desconhecidos da maior parte dos portugueses.

Fernando Valle

Escreveu Arganil e o seu Concelho. Nasceu na Cerdeira, no dia 30 de Julho de 1900. Filho de dr. Alberto da Maia e Cruz do Vale (médico adepto da República) e de D. Maria Adelaide da Costa Cardoso. Residentes em Coja, foi aí que Fernando Vale aprendeu as primeiras letras, que teriam continuidade em Coimbra, no Colégio S. Pedro e Liceu Central José Falcão. Posteriormente, concluiu com distinção a sua licenciatura em Medicina e Cirurgia. Antes, porém, já era pai de três filhos, o primeiro dos quais perecera com tenra idade. Cedo começou a demonstrar a sua propensão para as questões sociais, estando sempre ao lado dos desfavorecidos, alinhando com os defensores da fraternidade e da solidariedade. Seguindo o exemplo de seu pai, iniciou o exercício da Medicina em Arganil, num meio bastante carenciado, onde as suas preocupações se voltaram para a saúde, mas sem descurar a sua intervenção cívica. Confessaria publicamente, que « muitas vezes senti a angústia do isolamento e de me sentir perdido naquela solidão. Mas isso era o menos, comparado com o peso da responsabilidade de ter de resolver, localmente, o caso para que, afirmativamente, tinha sido chamado». Transformou o velho Hospital que funcionava no edifício legado pela Condessa das Canas. Iniciou a subscrição para a aquisição de um aparelho de Raio X (anos 30) e angariou fundos para a instalação de um dispensário Antituberculoso. Paralelamente, ajudava a fundar a Sociedade Recreativa Argus, instituição que viria a dar origem à Associação dos Bombeiros Voluntários Argus. Em 1933, ajuda a formar a União Recreativa Sarzedense e em 1934 dá o seu apoio para que o Posto Médico da Assistência Folquense entre em actividade. Em 1940, sucede no cargo de Delegado de Saúde ao dr. José Leitão. Em 1943, quando o Prof. dr. Bissaya Barreto, visita Arganil como presidente da Junta Provincial, é sem relutância que no Livro de Honra da Misericórdia elogia o seu colega, escrevendo «Ao visitar de novo o Hospital de Arganil, encontro-o em plena actividade e admiro a sua instalação, organização e dedicação. É um Hospital que honra esta vila e que documenta o espírito de bairrismo e de solidariedade que liga os habitantes desta terra». Todavia, todas as melhorias registadas no Hospital de Arganil não foram tidas em linha de conta pelas autoridades oficiais que, de forma drástica, demitem o dr. Fernando Vale dos cargos públicos que exercia, só por ter apoiado a candidatura do general Norton de Matos, em 1949. Identificado com os princípios da Frente Patriótica de Libertação Nacional, viria a apoiar a candidatura de Quintão Meireles e de Humberto Delgado. Em 1962 por integrar uma lista unitária do Circulo de Coimbra foi rotulado de comunista e, por isso, mandado para o Aljube, cuja cela compartilhou com o cantor José Mário Branco. Em 1971, a pretexto de ter atingido o limite de idade, viu-se desapossado do gabinete que possuía como director clínico do Hospital, atitude que motivou a sua retirada para Coja. Porém, no seio da população gerou-se um movimento de revolta que determinou o seu regresso em atitude triunfal, sendo reintegrado com o estatuto de «director clínico honorário». Em 1973, na Alemanha, preside à reunião que marcaria o inicio do Partido Socialista. Hoje, é Presidente Honorário daquele partido político. Em 1974, o 25 de Abril é vivido na sua solarenga casa de Coja. Distanciado mas não alheado, é indigitado para presidir à Comissão Administrativa da Câmara e ratificado na maior manifestação pública realizada em Arganil, em Maio de 1974. O último cargo oficial que desempenhou foi como Governador Civil do Distrito de Coimbra, nomeado pelo I Governo Constitucional, fechando um ciclo longo e intenso, justificativo de diversas homenagens nacionais, tais como as presididas pelo seu amigo Mário Soares, em 1976 como Primeiro-Ministro, e em 1990 como Presidente da República; pelo também amigo Almeida Santos, então presidente da A. R. aquando da celebração do seu centenário. Distinguido com a Medalha de Ouro do concelho de Arganil, e com as comendas das Ordens da Liberdade, e de Mérito, Fernando Vale é um dos poucos que teve o privilégio de viver um século de transformações em Portugal.

Guilhermina Gouveia

O seu livro Esculca, um ponto de escuta, é um trabalho apreciável, já que relata usos e costumes desta aldeia da freguesia de Coja, usos e costumes esses comuns a tantas outras povoações.

João Alves das Neves

Natural do Pisão, este académico desenvolve a sua actividade de docente universitário no Brasil, de onde envia periodicamente artigos publicados na imprensa regional. Ligado à Revista Cultural Arganília, tem uma obra publicada muito vasta, dedicando-se sobretudo aos autores da região da Beira-Serra.

João Luís Marques Gonçalves

Natural de Coja, fez parte dos corpos sociais de várias instituições e colectividades da vila de Coja. Escreveu e coordenou, em parceria com Nuno Mata, o livro “Costumes e Tradições do Carnaval da Vila de Coja”, editado pelo grupo carnavalesco Os Castiços, responsáveis pela edição do mesmo. Foi um dos elementos fundadores deste grupo. Assinou, ainda, artigos em A Comarca de Arganil e Jornal de Arganil.

José Batea Cardoso do Vale

Nascido em Coja, licenciou-se em Farmácia pela Universidade de Coimbra, onde foi professor catedrático. Publicou centenas de artigos em revistas de farmacologia.

José Eduardo Mendes Ferrão

Professor catedrático, o Engenheiro Mendes Ferrão é autor de inúmeros trabalhos na área da Botânica, obras de inegável valor científico, destacando-se o título A Aventura das Plantas. Nasceu em 7 de Outubro de 1928, em Coja. Aluno brilhante, fez o ensino primário e o curso de regentes agrícolas com distinção e concluiu, em 1953, o curso de Engenheiro Agrónomo no Instituto Superior de Agronomia. Iniciou, em 1 de Julho de 1955, a sua actividade docente, ingressando no Instituto Superior de Agronomia, como segundo assistente, para leccionar na área da Agronomia Tropical. Em 1964, mediante provas públicas e aprovação por unanimidade, adquiriu o título de professor agregado e, em 1971, ascendeu a professor catedrático do mesmo Instituto, funções que desempenhou até final do ano lectivo 1998-1999, tendo sido jubilado em 7 de Outubro de 1998. A par da função docente, dedicou-se à investigação, desenvolvendo projectos nas áreas da entomologia agrícola, dos produtos das regiões tropicais e do seu valor alimentar, com incidência nas oleaginosas ultramarinas, na fruticultura tropical e especialmente na tecnologia do cacau. Também realizou estudos sobre sistemas agrícolas da Amazónia e flora do Nordeste do Brasil, entre outros. Organizou conferências e realizou inúmeras missões, muitas das quais em representação do país. Em 1981, a convite do Governo, assumiu as funções de presidente da Comissão Nacional da FAO e no desempenho deste cargo participou em muitas reuniões internacionais de alto nível e em muitas delas como chefe da delegação portuguesa. Exerceu os cargos de chefe de gabinete do Secretário de Estado da Agricultura (1961-1962), Secretário de Estado da Agricultura (1972-1974), director do Centro de Estudos de Produção e Tecnologia Agrícolas do Instituto de Investigação Científica Tropical (1983-2000), director do Departamento de Ciências Agrárias do mesmo Instituto, coordenador científico do projecto CIAT (ISA/IICT) do Programa Ciência (1983-1999), avaliador científico de projectos na área das Ciências Agrárias do International Foundation Science (Suécia), membro do conselho superior da Universidade Católica Portuguesa, presidente da Comissão Científica da Revista de Ciências Agrárias e colaborador da Enciclopédia Verbo. Recebeu diversos prémios e louvores pelas suas actividades académica e profissional e foi agraciado com o grau de grande oficial da Ordem do Infante D. Henrique pela acção desenvolvida em favor da difusão da cultura portuguesa. Como resultado da sua actividade publicou numerosos trabalhos científicos e escreveu artigos para jornais, alguns deles sobre a sua terra natal. O seu nome está ligado à criação dos Bombeiros Voluntários de Coja, à Liga Regional Cojense e à criação do então ciclo preparatório e à construção da Escola Preparatória de Coja (hoje Escola do 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico Professor Mendes Ferrão). Perante o exposto, a Câmara Municipal de Arganil propôs a atribuição do seu nome a esta Escola, obtendo junto do respectivo Conselho Executivo a sua total concordância. O Despacho nº 10762/2003, exarado a 14 de Maio de 2003 por Sua Exa. o Secretário de Estado a Administração Educativa e publicado em Diário da República de 30 de Maio do mesmo ano oficializou o Professor Mendes Ferrão como patrono da Escola EB 23 de Coja.

José Mattoso

Historiador e professor universitário, é natural do Pisão e, porventura, o autor mais mediático de todos. A sua obra é muito vasta, destacando-se o livro Coja, texto da conferência realizada por este na inauguração da sede da Junta de Freguesia de Coja.

José Vicente

Este sacerdorte, apesar de falecido é ainda muito recordado neste vila, era natural de Sobral Valado (Pampilhosa da Serra) e foi, durante anos, uma voz activa na imprensa regional. Acometido de doença, foi no hospital que escreveu Diário Imperfeito, publicado inicialmente no jornal A Comarca de Arganil e, posteriormente, em livro.

Lina Alves Madeira

Professora do Ensino Básico e Secundário, está ligada ao Pisão e ao Casal de S. João por laços familiares. Historiadora, tem centrado a sua atenção para Veiga Simões, com a publicação de dois livros acerca deste arganilense. Lina Maria Gonçalves Alves Madeira nasceu há trinta e quatro anos, em Moçambique, como tantos outros "portugueses". Em 1976, veio para este recanto da Europa, mais uma vez como tantos outros compatriotas seus. Assim, cedo enleada pelas teias da História, cedo se deixou cativar por ela. Em 1991, licenciou-se exactamente nesta área de estudos, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. De então para cá, tem dividido o seu tempo entre a transmissão dessa paixão, como professora do ensino secundário, e a investigação, como colaboradora do Centro de Estudos da Beira-Serra, primeiro, e do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra (CEIS 20), mais recentemente. Em 2001, concluiu o Mestrado em História Contemporânea, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Luís Valle

Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, é natural de Coimbra mas ligado a Coja por laços familiares. A sua obra é, fundamentalmente, poética.

Manuel José Fernandes Costa

Natural de Foz de Arouce (Lousã), era diplomado em Farmácia e foi nesta área que se destacou, escrevendo diversas obras de referência internacional. Faleceu em Coja, onde se encontra sepultado.

Manuel Pereira Soares

Nasce em Junho de 1973 na então República Federal da Alemanha, vivendo nesse país até aos 9 anos de idade. Em 1982 vem com os seus pais para Portugal fixando-se em Coimbra, onde efectua os seus estudos dos níveis básico, secundário e universitário, licenciando-se em 1997 em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade de Coimbra. Enquanto estudante do secundário e universitário fez programas de rádio (Núcleo de Rádio D. Duarte e Nova Rádio de Coimbra), teatro (Trupe Leal Conselheiro) e foi fundador da revista Musaico (da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra). Ao efectuar estágio profissional como docente em Seia, descobre a vila de Coja que desde o primeiro dia lhe desperta curiosidade. Após a realização da sua primeira exposição de fotografia, em Novembro de 2002, surge a parceria com Nuno Mata para a criação do livro “Coja Fotografada”, dado à estampa em Abril de 2004 e constituindo-se como o primeiro livro de fotografia da Princesa do Alva. Para além destes trabalhos, as fotografias de Manuel Soares têm sido publicadas em revistas da especialidade e estão representadas em algumas colecções particulares.

Maria Conceição Oliveira

Nascida em Lisboa em 1960. Licenciada em Estudos Portugueses pela Universidade de Coimbra é desde 1988 proprietária e directora do Jornal de Arganil. Responsável pela edição “Cantares da Beira Serra”, destaca-se da sua intervenção cultural a co-autoria do livro “Monsenhor Nunes Pereira”. Foi, igualmente, Presidente da Direcção da Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja. Reside em Coja, sendo docente do Ensino Secundário

Maria Manuela Saraiva Rodrigues

«As Confrarias e a Irmandade do Santíssimo Sacramento e da Imaculada Conceição da Vila de Coja no século XIX», da autoria da cojense Dra Maria Manuela Saraiva Rodrigues, por todos os cojenses conhecida por «Nelinha», foi lançado no dia 30 de Março de 2002, na Biblioteca Dr Martins de Carvalho, em Coja. Para a apresentação do livro, a «Nelinha» convidou o prof. eng. José Eduardo Mendes Ferrão, que considera «ser um livro que, para além de seguir uma linha de investigação científica e cumpre objectivos, é interessante, valioso e esclarecedor da vida das nossas gentes em parte do século XIX, e em áreas restritas das Confrarias e Irmandades ele é, sobretudo, uma peça das mais valiosas feitas sobre Coja até ao momento...» Ao dissertar sobre o livro, não esqueceu certos aspectos históricos de Coja, que merecem ser esclarecidos e aprofundados. Ao seu lado, para além da «Nelinha», encontravam-se Mário Vale, Natividade Alves e o Dr Fernando Vale. Este último, considerou que foi um acto de satisfação por ver a cultura de Coja a ser enriquecida. Recordou ainda, «que a soberania popular já vem de 1832, quando o povo fez a Fonte da Praça»

Maria Teresa Valle

Nascida em Coimbra e ligada a Coja pelo casamento, é licenciada em Filologia Clássica e a sua escrita é ligada à dramatologia.

Mário Mathias

Nasceu em Lisboa mas a terra dos pais, a Benfeita, fez com que o seu interesse pela região fosse desenvolvido. Entre outras obras destacamos O Arrasamento dos Castelos de Coja e Avô, (1967-68, obra de grande valor histórico.

Nuno Mata

Nascido em Sintra em 20 de Março de 1970, cedo veio residir para Coja, localidade dos seus familiares, onde frequentou os 1º Ciclo (antiga Instrução Primária) e o 2º Ciclo do Ensino Básico, na altura Telescola. Inicia o 3º Ciclo na Escola Secundária de Arganil que concluiria em Coimbra (Escola Secundária Quinta das Flores), onde também fez o Ensino Secundário (Escola Secundária D. Maria). Diploma-se em Administração Autárquica no Centro de Estudos e Formação Autárquica e licencia-se em Geografia na Universidade de Coimbra. É professor de Geografia do Ensino Básico e Secundário, Presidente da Direcção da Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja (onde exerceu, também, o cargo de Vice-Presidente da Assembleia Geral) e membro da Assembleia Municipal de Arganil. Neste órgão foi nomeado para a Comissão Municipal de Apreciação da Instalação de Parques Eólicos e Comissão Municipal de Trânsito. É membro da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do Concelho de Arganil – Modalidade Alargada, eleito pela Assembleia Municipal de Arganil. Em 2007 foi eleito o representante das Filarmónicas, Tunas e Ranchos Folclóricos ao Conselho Consultivo Municipal (de Arganil). Como docente, foi Presidente da Assembleia de Escolas de Lagares da Beira (1999-2000), de Coja (2000-2001) e Vice-Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Coja (2001-2007). Exerceu a sua actividade docente em Coja, Oliveira do Hospital, Albufeira e Lagares da Beira. Por iniciativa do pároco cojense, Dr. António Dinis, e no âmbito de um programa de Verão de ocupação de tempos livres para jovens, inicia as suas pesquisas históricas que publicou em A Comarca de Arganil, sob o título de “Coja vista à Lupa” e que culminariam na publicação de um livro, “Coja – À descoberta de uma vila” (1993), o primeiro de outros que tem publicado regularmente. Para além de livros da sua autoria, assinou outros em parceira, em texto e ilustração. Igualmente, tem ilustrado diversas publicações nas áreas do Ensino/Pedagogia, História, Arte, Monografias, Poesia e Literatura. Dedica-se às artes plásticas (desenho e aguarela), participando em inúmeras exposições individuais e colectivas no país e no estrangeiro, onde se incluem trabalhos em salões nacionais de caricatura e humor. Tem, pontualmente, dado formação a alunos dos ensinos básico e secundário na área artística. É sócio da Sociedade Portuguesa de Autores. O seu nome liga-se, também, a intervenções em colóquios e palestras (individual ou colectivamente), cooperações em catálogos de eventos, revistas culturais e científicas (como foi o caso da extinta revista universitária Perfil Geográfico), artigos no Jornal de Arganil, em A Comarca de Arganil (onde se iniciou como articulista), Revista Arganilia (pertencendo, também, ao Conselho Cultural e Direcção desta) e, mais recentemente, a um projecto Internet com o objectivo de divulgar a vila de Coja.

Bibliografia e colaborações do autor

- Coja, à descoberta de uma vila (1993) - autoria; A Princesa da Travessa (1994) - autoria; Ruas de Coja, Traçado e Toponímia (1995) - autoria;Piódão, Subsídios Históricos (1996) - autoria;O Bezerrito Historiador (1996) – coordenação e ilustrações; De Aluno a Professor, de Maria Helena Damião (1997) - ilustrações; Pré, Inter e Pós Acção, de Maria Helena Damião (1997) - ilustrações; Pelourinhos da Beira Serra (2000) - autoria; Descalço sobre a geada, de António Tavares de Carvalho (2001) – ilustração da capa; Vila Cova de Alva Vista à Lupa (2003) - autoria; Viagem ao Planeta dos Lambazes (2004) – coordenação e ilustrações; Coja Fotografada, co-autoria com Manuel Soares (2004) - textos; Lendas e Histórias Populares do Piódão, de Paulo Ramalho (2004) - ilustrações; Costumes e Tradições do Carnaval da Vila de Coja (2004) – co-coordenação e ilustração; A Fabulosa Peregrinação, de João Alves das Neves (2004) - ilustrações; Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Coja, Subsídios para a sua História (2005) – autoria; Uma vez por mês (2005) – autoria; A Comarca de Arganil, 100 anos da História de um jornal, vários autores (2005) – ilustração; Casa da Comarca de Arganil, Setenta e Cinco Anos ao Serviço do Regionalismo Arganilense, vários autores (2005) – ilustração; Fernando Pessoa em Território Arganilense, de João Alves das Neves (1993) – Ilustração; Fernando Pessoa na Beira Serra, de João Alves das Neves – Ilustração; Em nome de Abril, vários autores (1995) – Ilustração; Revista Arganilia, vários números - artigos e Ilustrações; Coja, Memórias da nossa gente, de Fonseca e Sousa (2000) - ilustrações; Alberto Martins de Carvalho, o Homem, o Autor, a Biblioteca (2006) - autoria; Oásis, de Maria da Glória Calinas (2006) – capa e ilustrações; O Encontrinho 94, Semana Carico-Cultural (catálogo) (1994) – ilustrações; VIII Salão Nacional de Caricaturas (1994) - ilustrações; IX Salão Nacional de Caricaturas (1995) – referência de participação; Rancho Infantil e Juvenil de Coja, prospectos dos Festivais de Folclore, vários anos – artigo

Regina Anacleto

É natural de Arganil e Professora Universitária e um dos grandes nomes nacionais da História da Arte. Nos seus estudos e livros aparecem várias referências a Coja e sua freguesia, destacando-se o título Concelho de Arganil, História e Arte e Arganil (da Editorial Presença).

João Brito

Natural da freguesia vizinha de Anceriz está ligado a Coja pelo casamento e pelos muitos amigos que tem na nossa vila. Emigrado no Canadá desde 1989, tem-se destacado no Fado através de inúmeras actuações na Europa, Portugal e América do Norte. Gravou dois registos áudio: Beirão (1997) e Saudade das Saudades (2001). Vencedor da Grande Gala do Fado de Toronto, em 1992, prepara para 2005 mais um CD e um livro de poemas originais, área onde também lhe são reconhecidos méritos.

A. Neves e Sousa

Nascido em 1921 na cidade de Matosinhos, mas com laços de sangue cojense, este poeta e pintor residia no Brasil e onde faleceu. Escreveu Mahamba (1943/50), Batuque (1960), Olohuhuma (1972/80) e Macuta e meia tarde (onde englobou os livros anteriores). Realizou, também, diversas exposições em Portugal e no Brasil.

Rodrigo Nunes

Natural de Lisboa, ligado a Coja por laços familiares, Rodrigo Nunes efectuou os seus estudos primários e básicos em Coja e Arganil, rumando para Coimbra onde, concluiu o ensino secundário, tendo-se diplomado pelo Centro de Estudos e Formação Autárquica. É licenciado em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem de Bissaya Barreto, e exerce funções no Serviço de Oncologia Médica do IPO de Coimbra. Rodrigo Nunes que tem apresentado artigos acerca daquela área em revistas da especialidade e congressos, é co-autor da obra técnico-científica “Enfermagem Oncológica”, editado pela “Formasau, Formação e Saúde Ldª”. O artigo escrito por este autor tem por título “Principais efeitos secundários da Hormonoterapia, Imunoterapia e Quimioterapia - Intervenções de Enfermagem”.

Manuela Sinde Filipe

É natural do Barril de Alva e unida a Coja pelo casamento. Funcionária durante muitos anos da Farmácia local, reside actualmente em Coimbra onde também continuou com a sua actividade profissional. "Estórias que fazem a História de uma Farmácia” é o seu primeiro trabalho literário, um misto de etnografia e relato pessoal das experiências adquiridas durante os anos de profissional como Técnica de Farmácia que partem dos bilhetes entregues pelos clientes ao balcão para a encomenda de medicamentos ou preparados farmacêuticos.

António Tavares de Carvalho

Nasceu em Coja, 8 de Janeiro de 1886 e faleceu em Lisboa em 25 de Outubro de 1938. Notário, livreiro e editor publicou um interessante livro de Memórias. Pseudonimamente, assinou “Caft” e “Nemo”.

José Maria Pimentel

Nascido em Coja no ano de 1953. Estudou fotografia em Paris, de 1972 a 1975. Desempenhou funções de fotógrafo de cena, assistente de produção e realização até 1981 no cinema profissional português. De 1981 até ao ano de 1998 o seu nome ligou-se à actividade empresarial, também na vila de Coja, tendo sido fundador e responsável por áreas diversas na empresa CERARPA. O seu trabalho artístico também passa, para além da fotografia, pela pintura, desenho e escultura, com diversas exposições realizadas, com relevância para a fotografia. Relativamente a obras publicadas, destaca-se o livro “Monsenhor Nunes Pereira”, em co-autoria com a também cojense Maria da Conceição Oliveira e a ilustração do livro “Estórias que fazem a história de uma farmácia”.

Alberto Martins de Carvalho

Natural do Barril de Alva, onde nasceu a 30 de Dezembro de 1901. Casou com Judite Sinde, de Coja, e licenciou-se simultaneamente em Direito e Ciências Histórico-Filosóficas na Universidade de Coimbra. Fez a sua instrução Primária no Barril de Alva, prosseguindo estudos liceais em Coimbra, no Liceu Dr. Júlio Henriques. Foi professor metodólogo na actual Escola Secundária José Falcão (Coimbra) e exerceu, igualmente, funções docentes em Aveiro. Alberto Martins de Carvalho foi autor de inúmeros artigos em dicionários, guias, livros e revistas, prefaciando, traduzindo e anotando outras obras. O seu nome também se liga à autoria de livros de temáticas variadas. Articulista nas revistas Presença e Palestra, pertenceu à direcção da revista Bysancio e, também, colaborou com a revista Manifesto e o jornal Humanidade. Usou, em várias ocasiões, o pseudónimo de Carlos Sinde. Nas décadas de 20 e 30 do século passado, foi um dos grandes vultos intelectuais de Coimbra, privando com nomes como Miguel Torga (a quem apresentou Fernando Valle), Paulo Quintela, Vitorino Nemésio, José Régio e outros, não obstante o seu carácter reservado e discreto. Esteve na origem da criação das Universidades Populares, na 1ª República. Foi Director do Centro de Estudos Pedagógicos do Instituto Gulbenkian de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian entre 1975 e 1993. Também por sua iniciativa, foi constituída a Biblioteca Fixa nº 95 da Gulbenkian em Coja, em 1965, sob a égide dos Bombeiros Voluntários locais. Em 8 de Setembro de 2001, por proposta de Mário Valle, a Câmara Municipal de Arganil atribui-lhe o nome da Biblioteca cojense, sendo também patrono da Biblioteca da Escola Secundária José Falcão. Faleceu na Figueira da Foz, a 26 de Março de 1993, cidade onde se encontra sepultado.

Manuel Fernandes Dias

É natural do Pisão, onde nasceu em 1916. Estudante em Lisboa e Coimbra, seria nesta cidade que concluiu o seu Curso Comercial. Como contabilista, exerceu funções em grandes empresas nacionais, acabando ele próprio como empresário. Após a reforma, destacou-se como articulista no Jornal de Arganil, onde regularmente apresenta o resultado das suas pesquisas e lembranças históricas que culminariam, em 2007, com a publicação do seu primeiro livro, A História do Caminho-de-Ferro de Arganil. Para além desta ocupação, o seu nome liga-se à vida social e local, tendo desempenhado funções (entre outras) como membro da Assembleia de Freguesia de Coja.

Mário Jorge Candosa Vitória

Nasceu em Coimbra em 27/09/83. Licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em 2006. Actualmente, frequenta o mestrado de Praticas e Teorias do Desenho, na Faculdade de Belas Artes na Universidade do Porto. Reside em Coja, de onde é oriunda a sua família paterna. Participou no Programa Sócrates 1999, Lycée Leonardo Da Vinci, Lyon – França e no Programa Erasmus 2005, Accademia di Belle Arti di Bologna- Itália Das várias exposições em que participou, o artista destaca as seguintes colectivas: Porto, mco arte contemporânea “young painters giants” 2006; Porto, mco arte contemporânea “wall paper” 2006; Aveiro, 1ª Bienal de Aveiro 2006; Feira de arte Lisboa 2006; Cerveira, “XIII Bienal de Cerveira” 2005; Bologna-Nápoles-Milão, Maison Française- Fiera Bologna “Júlio Verne” 2oo5 e Porto, Espaço Humanas “PROJECTO 0=0” 2oo2. Quanto a exposições individuais, Porto, mco arte contemporânea- smvsevm 2oo6 e Bologna, “Il Movimento”Aula Guidi, Accademia Di Belle Arti di Bologna 2oo5. Foi bolseiro do programa Leonardo da Vinci, em 1999 e do programa Erasmus, em 2005

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